Que conseqüências terão as ações do presidente boliviano Evo Morales, que mandou tropas do Exército invadirem uma instalação da Petrobras para anunciar a nacionalização da exploração do gás e do petróleo em seu país? São tantas as respostas que se podem dar a esta pergunta - todas de caráter especulativo - que é o caso de se perguntar se esta é a questão mais pertinente a se colocar diante do fato propriamente dito: a invasão militar da refinaria.
Pensar o fato por outras perspectivas, além dos seus desdobramentos, talvez seja mais interessante do ponto de vista de quem quer aprender como a política se faz, tanto no âmbito interno de um país, quanto no âmbito de suas relações exteriores, ou seja, com outros países.
Nesse sentido, podemos refletir a partir da análise feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp, Paulo Skaf, que qualificou a nacionalização do petróleo e do gás natural boliviano como um "show de pirotecnia e populismo".
Para quem desconhece a palavra, "pirotecnia" refere-se à tecnica de utilizar explosivos espetacularmente, aos famosos fogos de artifício. Já o termo "populismo" é bem mais difícil de definir. No entanto, ele se refere a um fenômeno político que tem se manifestado ao longo da história da América Latina e do Brasil durante a segunda metade do século 20 e nestes primeiros anos do século 21, mas que já se manifestou em outros lugares e épocas e se mesclou a ideologias tanto de direita e quanto de esquerda.
Vamos, portanto, deixar de lado, se a ação de Moralez foi ou não populista, para tentar caracterizar o populismo propriamente dito, que é importante para os estudos políticoQue conseqüências terão as ações do presidente boliviano Evo Morales, que mandou tropas do Exército invadirem uma instalação da Petrobras para anunciar a nacionalização da exploração do gás e do petróleo em seu país? São tantas as respostas que se podem dar a esta pergunta - todas de caráter especulativo - que é o caso de se perguntar se esta é a questão mais pertinente a se colocar diante do fato propriamente dito: a invasão militar da refinaria.
Pensar o fato por outras perspectivas, além dos seus desdobramentos, talvez seja mais interessante do ponto de vista de quem quer aprender como a política se faz, tanto no âmbito interno de um país, quanto no âmbito de suas relações exteriores, ou seja, com outros países.
Nesse sentido, podemos refletir a partir da análise feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp, Paulo Skaf, que qualificou a nacionalização do petróleo e do gás natural boliviano como um "show de pirotecnia e populismo".
Para quem desconhece a palavra, "pirotecnia" refere-se à tecnica de utilizar explosivos espetacularmente, aos famosos fogos de artifício. Já o termo "populismo" é bem mais difícil de definir. No entanto, ele se refere a um fenômeno político que tem se manifestado ao longo da história da América Latina e do Brasil durante a segunda metade do século 20 e nestes primeiros anos do século 21, mas que já se manifestou em outros lugares e épocas e se mesclou a ideologias tanto de direita e quanto de esquerda.
Vamos, portanto, deixar de lado, se a ação de Moralez foi ou não populista, para tentar caracterizar o populismo propriamente dito, que é importante para os estudos políticos e sociológicos.
Do povo, pelo povo, para o povo
Em abstrato, podemos definir o populismo como "fórmulas políticas cuja fonte principal de inspiração e termo constante de referência é o povo, considerado como agregado social homogêneo e como exclusivo depositário de valores positivos", conforme as palavras do cientista social italiano Ludovico Incisa. Ainda segundo ele, "o populismo não conta efetivamente com uma elaboração teórica orgânica e sistemática".
s e sociológicos.
Do povo, pelo povo, para o povo
Em abstrato, podemos definir o populismo como "fórmulas políticas cuja fonte principal de inspiração e termo constante de referência é o povo, considerado como agregado social homogêneo e como exclusivo depositário de valores positivos", conforme as palavras do cientista social italiano Ludovico Incisa. Ainda segundo ele, "o populismo não conta efetivamente com uma elaboração teórica orgânica e sistemática".